18 de abril de 2016

Um cuspe na nossa cara!!!!!!!!

Jean Wyllys cospe em Bolsonaro
Ontem vimos cenas lamentáveis na Câmara Federal dos Deputados em Brasília. Primeiro pela horrenda forma que se deu a votação que diante de um simples "sim" ou "não" necessários para declarar seu voto, os deputados votavam por todo mundo menos pelas "Pedaladas fiscais" ou não de Dilma. Vamos aos fatos que levaram ao momento histórico de ontem:

O pedido feito pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal tem 65 páginas que detalham as "Pedaladas Fiscais" cometidas por Dilma no seu governo. Esse pedido baseado em fatos e argumentos jurídicos se reduziu as justificativas de "Golpe" ou que "todos os governos cometeram as pedalas". Você pode ler aqui o que são as pedalas fiscais: O que são as pedaladas fiscais que levaram ao pedido de impeachment e aqui o pedido de impeachment: Clique aqui para ler o documento na íntegra. Ressalto que como cidadão nunca vi do Governo ou de seus apoiadores, justificativas com bases jurídicas que provem ao contrário.

Segundo: Cabe ressaltar que Eduardo Cunha só acatou o pedido porque teve rusgas com o Governo. Tanto ele como seu partido eram aliados até bem pouco tempo de Dilma e do PT. Mesmo com bases jurídicas, o pedido só foi aceito como retaliação política que teve como reforço os acontecimentos da Lava-Jato que fez com que os ratos lambedores de Dilma e Lula pulassem do barco antes dele afundar. Não há nada de pela família, pelo povo, pelos quilombolas e até por Deus (Indo de encontro ao fato do Brasil ser um estado laico) que se deram os votos ontem na câmara, mas sim porque hoje o quadro político no Brasil se redesenha num novo quadro. Ninguém quer mais um governo que a cada dia se afunda e tem seus maiores líderes cada dia mais encrencados com a justiça.

Com o pedido do impeachment aceito, começou as articulações políticas dos dois lados da moeda. Lula tomou a frente por Dilma e Temer após pular do barco tomou o seu próprio lado. Venceu quem melhor articulou. Duvido que os 500 deputados tenham lido o pedido de impeachment, eles votaram pela sua base política, por suas lideranças, pelo partido, menos por aqueles discursos que vimos ontem e muito menos com base jurídicas para dizer "sim" ou "não". E cabe ressaltar também que não tem questão ideológica nessa parte de "esquerda, "direita", pois muitos quem votaram a favor do processo impeachment que alguns dizem ser da "direita", estavam até outro dia com o Governo que é de "esquerda". A questão é pessoal. Eduardo Cunha é um bandido a altura de Lula, o único talvez que tenha culhão de encará-lo jogando sujo o mesmo jogo.

Dos mais de 500 Deputados Federais que votaram ontem, somente 36 se elegeram diretamente, o que nos levar a ter duas conclusões: A primeira é que temos que votar melhor, pesquisa a vida pública do seu candidato, ver o que ele já fez, analisar suas propostas, ver se ele é ficha limpa... Outra é a necessidade da reforma política que o Brasil deve ter após essa turbulência, pois pelo nível de ontem, vimos que esses senhores não tem condições de fazer nada por nós seriamente. O ponto alto vai para Jean Wyllys que cuspiu no seu colega Bolsonaro. Ele disse que Bolsonaro havia segurado seu braço e o xingado, mas o vídeo abaixo mostra que não. Além de não ter acontecido qualquer contato fisico com Bolsonaro, ele premeditou o cuspe. Nível baixo. "Eu reagi cuspindo no fascista. Não vou negar e nem me envergonhar disso. É o mínimo que merece um deputado que "dedica" seu voto a favor do golpe ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército durante a ditadura militar.", justifica-se Jean em seu Facebook sobre o episódio. Se nossos deputados lidam violentamente com o contraditório, deve ter algo errado aí. Ressalto que não defendo, nunca votei e nem votarei em Bolsonaro que teve um discurso horrível em seu voto.



Amigos, resumindo, todos eles, com raríssimas exceções, são farinha do mesmo saco. Um Governo corrupto briga hoje com seus ex-aliados numa clara briga pelo poder, somente por ele. O pedido de impeachment tem base jurídicas, legais, mas seu andamento é político. Os partidários e apoiadores do Governo dizem que Cunha não podia presidir a votação ontem, concordo, mas com a anuência de quem ele chegou lá? Reparem que não há justificativas contrárias ao conteúdo do pedido do impeachment, mas a sua forma. Se Cunha que hoje não é aliado do Governo não tem condições de presidir a Câmara dos Deputados, Renam Calheiros que preside o Senado também não tem e responde a diversos inquéritos na justiça. Vamos ver se haverá criticas a ele também por parte de Dilma e seus asseclas já que ele é seu aliado, mas tão corrupto quanto Cunha.

E findando o meu textão: Antes de discutirmos ideologias políticas de "esquerda" e "direita", temos que resolver nossos problemas básicos de saneamento, saúde e segurança. A crise que hoje dá golpes diários de fome, desemprego, pobreza é culpa de todos que hoje ditam os rumos do país, os dois lados. Todo dia é um 7 x 1, todo dia é um cuspe na nossa cara!

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