22 de setembro de 2013

Poesia: Teu corpo, minha pátria



Longe de ti, estou exilado de minha metade!
Teu corpo é como a minha pátria!

A minha pátria de mares, cachoeiras, pássaros...
A minha pátria, o meu repouso, o meu abrigo...

Pátria minha tão distante, tão longe...
Sigo em outro pouso, em outra terra...

E sinto falta do cheiro do teu pescoço nu,
dos teus seios firmes como duas catedrais,

dos movimentos tântricos de tua dança
e, da tua pele macia e pura como algodão!

Chorei duas mil vezes a tua ausência
e mutilado, me enfureci como uma tempestade!

Entre nós um imenso oceano de distância
e uma imensa diferença de intenções!

A minha pátria segue em completa confusão
de ideias, ideais e de tantos pensamentos!

Não posso retornar a minha pátria,
não posso retornar ao teu corpo!

Tanto a me impedir o cheiro fresco de teu hálito,
o clima do outono invernal de minha pátria!

Fui perseguido por tentar insistir tanto
e o meu retorno se tornou impossível!

Me restou somente lamentar sozinho,
morrer aos poucos em breves atos de adeus,

e ver o brilho da lua e das estrelas todos os dias 
e me convencer que não há brilho, que brilhe como os olhos teus.


Twitter: @PoetaTulio