8 de julho de 2013

Poesia: O meu chamado

Um som estridor no permeio de minha alma
surgiu como uma cólera latente e atroz
que me chamava para os cânticos líricos,
levando-me à redoma
eterna dos deuses da poesia.
E fui, fui numa voluptuosidade para um mundo
espectro como um novel totalmente virgem.

Porém já estava púbere pra cair descarnado
a toda forma poética como um sândalo.
Cá estou eu, deixando de ser homem a buscar
até na alma formosa feminina respostas a todo
ser que vê mistério em todas as coisas.

A poesia é lépida, frágil como o corpo da fêmea alva... Casta
como a flor crescente à beira do riacho nu.
Já o poeta tem alma ubíqua, vasta e perceptível aos anseios de sua própria poesia.
O poeta psicografa no papel tudo aquilo que vem de seu espírito, enfim, o poeta é parasita de tudo que surge de sua alma.
E por isso, a tudo isso, que eu a poesia fui chamado!


Poesia publicada em meu primeiro livro solo, "Ensaio poético".

Vídeo com a declamação da poesia: "O meu chamado"




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