12 de março de 2012

TulioCast3 - Federico Garcia Lorca e Ana Luiza


O TulioCast é um programa de Poesia e música. Terá sempre como grande homenageado um poeta clássico e poetas contemporâneos. A ideia é de no futuro ter a cada Podcast um tema. O TulioCast é um pequeno programa de poesia divido em três blocos. A cada intervalo entre um bloco e outro será sempre com música da melhor qualidade. Venha conferir!

Para ouvir o TulioCast3:




No programa de hoje:

Poeta homenageado:

Federico Garcia Lorca

Poeta contemporâneo homenageado:

Ana Luiza (.blogspot.com)

Primeiro Bloco:

Poesias:

Cata-vento: Federico Garcia Lorca

Sobre a poesia: Federico Garcia Lorca

Ave de papel: Ana Luiza

Meu primeiro soneto: Tulio Rodrigues

Músicas:

Shimbalaiê: Maria Gadú

Por onde andei: Nando Reis

Segundo bloco:

Poesias:

Cântico do calvário: Fagundes Varela

Noite de chuva: Tulio Rodrigues

Caia chuva: Tulio Rodrigues

Compulsão:Ana Luiza

Cazel da lembrança de amor:Federico Garcia Lorca



Músicas:

Vento no litoral: Legião Urbana

I want love: Elton John

Bloco 3:

Poesias:

Romance da guarda civil espanhola: Federico Garcia Lorca

Quantas vezes: Tulio Rodrigues

Alma ausente: Federico Garcia Lorca

Músicas:

Vaca profana: Caetano Veloso e Maria Gadú

Bastidores: Cauby Peixoto 

Biografia de Federico Garcia Lorca:

Nascido numa pequena localidade da Andaluzia, García Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914, e cinco anos depois transferiu-se para Madrid, onde ficou amigo de artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali e publicou seus primeiros poemas.

Grande parte dos seus primeiros trabalhos baseiam-se em temas relativos à Andaluzia (Impressões e Paisagens, 1918), à música e ao folclore regionais (Poemas do Canto Fundo, 1921-1922) e aos ciganos (Romancero Gitano, 1928).
Concluído o curso, foi para os Estados Unidos da América e para Cuba, período de seus poemas surrealistas, manifestando seu desprezo pelo modus vivendi estadunidense. Expressou seu horror com a brutalidade da civilização mecanizada nas chocantes imagens de Poeta em Nova Iorque, publicado em 1940.

Voltando à Espanha, criou um grupo de teatro chamado La Barraca. Não ocultava suas idéias socialistas e, com fortes tendências homossexuais, foi certamente um dos alvos mais visados pelo conservadorismo espanhol que, sob forte influência católica, ensaiava a tomada do poder, dando início a uma das mais sangrentas guerras fratricidas do século XX.

Intimidado, Lorca retornou para Granada, na Andaluzia, na esperança de encontrar um refúgio. Ali, porém, teve sua prisão determinada por um deputado católico, sob o argumento (que tornou-se célebre) de que ele seria "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver".

Assim, num dia de agosto de 1936, sem julgamento, o grande poeta foi executado com um tiro na nuca pelos nacionalistas, e seu corpo foi jogado num ponto da Serra Nevada. Segundo algumas versões, ele teria sido fuzilado de costas, em alusão a sua homossexualidade. A caneta se calava, mas a Poesia nascia para a eternidade - e o crime teve repercussão em todo o mundo, despertando por todas as partes um sentimento de que o que ocorria na Espanha dizia respeito a todo o planeta. Foi um prenúncio da Segunda Guerra Mundial.

Assim como muitos artistas - e a obra Guernica, de Pablo Picasso -, durante o longo regime ditatorial do Generalíssimo Franco, suas obras foram consideradas clandestinas na Espanha.

Com o fim do regime, e a volta do país à democracia, finalmente sua terra natal veio a render-lhe homenagens, sendo hoje considerado o maior autor espanhol desde Miguel de Cervantes. Lorca tornou-se o mais notável numa constelação de poetas surgidos durante a guerra, conhecida como "geração de 27", alinhando-se entre os maiores poetas do século XX. Foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista. Sua música se reflete no ritmo e sonoridade de sua obra poética. Como dramaturgo, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia. As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) asseguraram sua posição como grande dramaturgo.

Lorca era defensor da República e ativista de esquerda. Em 1934, declarou: "sempre estarei ao lado dos que não têm nada". Assinava com frequência manifestos antifascistas e mantinha vínculos com organizações como o SocorroRojo Internacional. Considerava que a tomada de Granada aos mulçumanos durante a reconquista (1492) havia sido um desastre que levou ao povoamento da região "pela pior burguesia da Espanha atual". Sua morte está fortemente associada à perseguição de esquerdistas e ao terror político recomendados pelo general Mola aos golpistas de 1936.

Em sua curta existência, García Lorca deixou importantes obras-primas da literatura, muitas delas publicadas postumamente, dentre as quais:

Poesia

Livro de Poemas - 1921
Ode a Salvador Dalí - 1926.
Canciones (1921-24) - 1927.
Romancero gitano (1924-27) - 1928.
Poema del cante jondo (1921-22) - 1931.
Ode a Walt Whitman - 1933.
Canto a Ignacio Sánchez Mejías - 1935.
Seis poemas galegos - 1935.
Primeiras canções (1922) - 1936.
Poeta em Nueva York (1929-30) - 1940.
Divã do Tamarit - 1940.
Sonetos del Amor Oscuro - 1936

Prosa

Impressões e Paisagens - 1918
Desenhos (publicados em Madri) - 1949
Cartas aos Amigos - 1950

Teatro

Assim que passarem cinco anos - Lenda do tempo - 1931.
Retábulo de Don Cristóvão e D.Rosita - 1931.
Amores de Dom Perlimplim e Belisa em seu jardim" - 1926.
Mariana Pineda - 1925.
Dona Rosinha, a solteira - 1927.
Bodas de Sangue (Trilogia) - 1933.
Yerma (Trilogia) - 1934.
A Casa de Bernarda Alba (Trilogia) - 1936.
Quimera - 1930.
El publico - 1933.
O sortilégio da mariposa - 1918.
A sapateira prodigiosa - 1930.
Pequeno retábulo de Dom Cristóvão - 1931.

Fonte: Wikipédia

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