30 de janeiro de 2012

Soneto Dolce & Gabbana








































Não há como negar o teu perfume,
Teu cheiro que me exala pelo espírito,
Teu cheiro que me leva ao infinito
Como se fosse a minha guia, o meu lume.

Quanto te vejo pela tela, eu dito
Mais um verso que faz com que me aprume
E novamente como de costume,
Eu falo de teu corpo tão bonito.

Mas de repente, mesmo se te ver,
Sinto louca vontade em te beijar
A boca iluminada pela lua.

Agora, diante desse meu querer
Está a minha vontade em desvendar
Mistérios de teu corpo quando nua.

Autor: Tulio Rodrigues


Evento "Música com poesia" de fevereiro.

26 de janeiro de 2012

30 anos sem Elis!!!

Esse ano faz 30 anos que a morte nos levou a pimentinha!!!!!

Em homenagem a essa grande cantora brasileira, resolvi compartilhar este vídeo com vocês:





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25 de janeiro de 2012

Filme e livro sobre Olga Benario


Venho indicar a todos que querem saber mais da história de Olga Benario o livro e o filme sobre a sua vida.
Concerteza é um dos livros mais emocionantes que já li e um dos filmes mais lindos que já vi na vida.

Para ler o soneto: Olga Maria Prestes



Este livro relata a história de Olga Benario Prestes, judia e comunista, que foi companheira de Luís Carlos Prestes. Olga foi entregue a Hitler pelo governo Vargas, quando estava grávida de sete meses e acabou assassinada nos campos nazistas.

ISBN: 8571642508
ISBN-13: 9788571642508
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 21 x 14 cm
Edição: 13ª
Ano de Lançamento: 1985
Número de páginas: 314






Este filme narra a história da judia alemã Olga Benário Prestes (1908-1942). Militante comunista desde jovem, Olga é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde faz treinamento militar. É encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935, se apaixonando por ele na viagem.

Ficha Técnica


Título original: Olga
Gênero: Drama
Duração:
Lançamento (Brasil): 2004
Distribuição: Lumière
Direção: Jayme Monjardim
Roteiro: Rita Buzzar
Produção: Rita Buzzar

Trailer do filme


O Poeta Tulio Rodrigues declamando o soneto em homenagem a Olga:

17 de janeiro de 2012

Chico irá gravar DVD em shows extras no Rio de Janeiro


O show da turnê nacional estreada por Chico Buarque em Belo Horizonte (MG) em 5 de novembro de 2011 vai ser gravada ao vivo em 2012 para um lançamento posteriormente de um DVD. Mas antes das já tradicionais edições em DVD e blu-ray (o primeiro do artista), o show seja exibido nos cinemas em cidades não incluídas na rota da turnê. O DVD será gravado durante as sessões extras no Vivo Rio nos dias 09 e 10 de fevereiro. Já estou com o meu ingresso na mão para o dia 10 de fevereiro para ver a gravação do DVD. 

Sessões Extras:

02 de Fevereiro - 21h | 03 e 04 de Fevereiro - 21h30 | 05 de Fevereiro - 20h

09 de Fevereiro - 21h | 10 e 11 de Fevereiro - 21h30 | 12 de Fevereiro - 20h

09 e 10 de Fevereiro - Gravação de DVD*
* Gravação de DVD dia 09 e 10 de Fevereiro: por motivos operacionais da produção do show, nestes dias teremos equipamentos de gravação dispostos na platéia.

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13 de janeiro de 2012

TulioCast1 - Meu primeiro PodCast de poesia

Esse é meu primeiro PodCast que por enquanto se chamará TulioCast. O TulioCast será um programa de Poesia e música. Terá sempre como grande homenageado um poeta clássico e poetas contemporâneos. A ideia é de no futuro ter a cada Podcast um tema. O TulioCast é um pequeno programa de poesia dividido em três blocos. A cada intervalo entre um bloco e outro será sempre com música da melhor qualidade. Venha conferir!

Participação no evento "Música com poesia" de dezembro

Momento de maravilhoso. Depois de muito tempo, reencontrei os meus queridos amigos e o belíssimo evento "Música com poesia" que ocorre mensalmente na Lapa. Eis aqui algumas fotos do que rolou no evento.

Quero parabenizar a Telma Moreira e a Serginho do Cavaco pelos dois anos do evento e claro a todos os poetas que já se fizeram presentes nesses vinte e quatro meses de muita música e poesia.
Obrigado por me deixarem fazer parte disso tudo!!!

Tulio Rodrigues.


12 de janeiro de 2012

Olga Maria Prestes

Olga Benário










































Pele branca, límpida, alva de liberdade,
cabelo negro, escuro, envolto de beleza,
teu olhar claro, luz de encanto e fortaleza
traduz um mundo mais unido em igualdade.

Junto de Otto, encontrou em Marx uma certeza
da ideologia sair da clandestinidade.
Com Prestes, no Brasil, uma nova verdade;
a liberdade fora em si uma incerteza.

Segue a revolução que se finda frustrada,
a distância do amor que tua prisão desfez
junto ao Nazi-facismo endiabrado das pestes.

Antes de se tornar a lenda eternizada,
conforme o prometido, assim, então, ele o fez:
à Hitler, deu Getúlio, Olga Maria Prestes.

Autor: Tulio Rodrigues


Ouça o áudio com o poeta Tulio Rodrigues declamando Olga e veja o vídeo:

7 de janeiro de 2012

Chico Buarque estreia turnê no Rio


“Eu queria dedicar esta noite ao meu querido amigo Oscar Niemeyer”, disse Chico Buarque, num raro momento em que saiu do script, nesta quinta-feira, na estreia carioca do show “Chico”. Bons amigos, familiares, repórteres, a namorada Thaís Gulin e celebridades dos mais altos escalões não faltaram a esse evento que abre, quase que oficialmente, o calendário cultural de 2012 na cidade. Fechado o Canecão, coube dessa vez ao Vivo Rio, no Aterro do Flamengo, oferecer pouso a Chico. O palco é amplo, o som é bom, e a pista comporta, com um certo aperto inevitável, a distinta massa que acorreu ao chamado. E quem esteve lá decerto não saiu decepcionado com o que viu e ouviu ao longo de cronometrada uma hora e meia de espetáculo, que fica em cartaz até a metade de fevereiro, de quinta a domingo.

"Chico" é o show que apresenta o disco de mesmo nome, lançado no ano passado e acolhido com entusiasmo por público e critica. Mas ele começa mesmo é com “O velho Francisco”, do álbum “Francisco”, de 1988. Chico sorri, mas nada fala. Em meio ao veludo de “Desalento”, terceiro número do repertório, a plateia ensaia um coro. Mas nem precisa esperar muito, porque logo está diante de “Querido diário”, a primeira do bloco “Chico” do show — e se regozija. No entortado frevo “Rubato”, o cantor larga o violão e, meio desajeitado, vai para um lado, e depois, outro — faz parte. Alguém grita “Thaís!” e aí vêm em sequência “Essa pequena”, “Tipo um baião” e “Se eu soubesse” (“e aí, larari, larari”). Era o que todo mundo queria ouvir e cantar junto.

“Bastidores” e “Todo sentimento” (com belo piano de João Rebouças) encerram uma parte mais contida do show. Com “O meu amor”, entra em cena o Chico explodindo de feminilidade, que vai desembocar em “Teresinha” e no coral mais afinado e encorpado que se ouviu na noite do lado de cá do palco. “Anos dourados” é um daqueles sucessos dos quais não há como escapar, e “Sob medida” funciona como uma catarse, o grande momento do Chico feminino, na delícia de cuspir o “sou igual a você, eu nasci pra você, eu não presto”. Depois disso, a ordem é baixar um pouco a bola com “Nina” (a valsa russa de “Chico”) e com “Valsa brasileira”.

Um dos números que mais têm funcionado no novo show é o do resgate de “Geni e o zepelim”, do disco e espetáculo “A ópera do malandro”, de 1979. É quando o contador de histórias se anima, faz caras e bocas, interpreta, e a banda consegue extrair os comentários musicais e sublinhar as mudanças de rota da trama. O bom ânimo ainda está lá quando Chico dá um pirueta, se enrosca pelo samba e chama o baterista Wilson das Neves para dividir a cena em “Sou eu”, recente parceria com Ivan Lins. Depois da enxurrada de estrogênio, é a hora de brincar com a cumplicidade masculina, que os dois (num contraponto entre a voz bossa de Chico e a empostada de Wilson) continuam, faceiros, em “Tereza da praia”. Outro ponto alto do show.

E tudo mais se conecta em “Chico”. Do xote “A violeira”, eles vão para o baião + roque de “Baioque” e , daí, para o hip-hop-sufoco, via Criolo, da nova versão de “Cálice”. O círculo temático (Brasil, raças, periferia, relações de poder) se fecha em “Sinhá”, a faixa que encerra o disco “Chico” com tudo isso e mais um sentido de religiosidade que se expressa no ritmo dos atabaques e nos versos da canção (“Eu choro em iorubá/mas oro por Jesus”). Um tropeço (“errei a letra!”) só deixa a música mais humana. Ao fim, com o mantra percussivo ao fundo, Chico vai à frente e, logo depois, se retira.

A mensagem foi deixada, e o show poderia terminar por ali. Mas público que é público sempre quer mais, e é por isso ele volta para o bis. Depois de uma do novo disco (“Barafunda”) e de um de seus clássicos mais recentes (“Futuros amantes”) ele sai “Na carreira”, que é para avisar que, ali sim, estava se despedindo. Aquela tradicional passada pela frente do palco para tocar mãos do público, e o roteiro estava cumprido. Sob medida para a expectativa dos fãs ilustres ou não em noite de estreia.


Fonte: O Globo

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