29 de dezembro de 2011

TURNÊ DO SHOW "CHICO" NO RIO DE JANEIRO

LOCAL: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo

DATAS: 
De 5 a 29 de janeiro de 2012
Todas as semanas de janeiro, de quinta a domingo
Quintas, 21h; sextas e sábados, 21h30; domingos, 20h
Abertura da casa: 2 horas antes do início do espetáculo

Datas e horários:

05 de Janeiro - 21h | 06 e 07 de Janeiro - 21h30 | 08 de Janeiro - 20h

12 de Janeiro - 21h | 13 e 14 de Janeiro - 21h30 | 15 de Janeiro - 20h

19 de Janeiro - 21h | 20 e 21 de Janeiro - 21h30 | 22 de Janeiro - 20h

26 de Janeiro - 21h | 27 e 28 de Janeiro - 21h30 | 29 de Janeiro - 20h


INFORMAÇÕES
Classificação etária: 16 anos
Capacidade: 2000 pessoas
Acesso para deficientes físicos
Ar condicionado

Estacionamento com manobrista (R$ 17 antecipado e R$ 20 no dia)

VENDAS

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O SHOW

Após cinco anos longe dos palcos, o artista apresentou um repertório repleto de surpresas aos cerca de 9 mil espectadores presentes na estreia da turnê ‘Chico’, no início de novembro em Belo Horizonte. Além das dez músicas que compõem o novo CD, o compositor presenteia seus fãs com outras 18 faixas (e outras três no bis), em que transita por diversos momentos de sua carreira, do início dos anos 60 até hoje, ligadas entre si por afinidades musicais ou temáticas. A abertura do espetáculo fica por conta de duas canções diretamente relacionadas às incursões do compositor pela literatura. Enquanto ‘Velho Francisco’ (do álbum ‘Francisco’, de 1978) serviu de inspiração para o seu livro mais recente, ‘Leite Derramado’ – vencedor do Prêmio Jabuti em 2010 –, ‘De volta ao samba’ (‘Paratodos’, 1993) marcou o fim de outro longo jejum musical, quando ficou longe dos refletores por sete anos para se dedicar aos seus primeiros dois romances: ‘Estorvo’ (1991) e ‘Benjamin’ (1995).

Músicas que não eram apresentadas por Chico havia muito tempo também integram o novo show, como ‘Anos dourados’, ‘Desalento’, ‘Geni e o zepelim’, ‘Bastidores’ e ainda outras pouco conhecidas do público, como ‘Ana de Amsterdam’, composta para a peça ‘Calabar – o elogio da traição’ (1972), ‘Baioque’, do filme ‘Quando o carnaval chegar’ (1972), e ‘A Violeira’, também feita para a tela grande, parte da trilha de ‘Para viver um grande amor’ (1983).

Em determinado momento do espetáculo, o artista homenageia seu maestro soberano com uma releitura de ‘Tereza da Praia’, de Tom Jobim em parceria com Billy Blanco, cantada em dueto com o seu baterista Wilson das Neves. Não faltou espaço tampouco para músicas de discos mais recentes, casos de ‘Injuriado’, de ‘As cidades’ (1998), e ‘Choro Bandido’, de ‘Paratodos’ (1993), e para uma breve releitura de um de seus maiores clássicos, ‘Cálice’, cujos versos do refrão foram transpostos para os dias atuais pelo cantor paulistano Criolo. Na nova versão, Chico entoa “Afasta de mim a biqueira, pai /Afasta de mim as biate, pai / Afasta de mim a coqueine, pai / Pois na quebrada escorre sangue”.
Na parte central do show, o artista enfileira uma sequência de músicas românticas, que se inicia com ‘Essa pequena’, ‘Tipo um baião’, ‘Se eu soubesse’ e ‘Sem você 2’, todas do novo álbum, e termina com as clássicas ‘Bastidores’, ‘Todo o sentimento’, ‘O meu amor’ e ‘Teresinha’.
No bis, Chico volta ao início de sua trajetória musical com ‘Sonho de Carnaval’, faixa de seu álbum seminal ‘Chico Buarque de Hollanda’ (1966), antes de encerrar a apresentação, de 90 minutos, com a (já) clássica ‘Futuros Amantes’ (‘Paratodos’, 1993) e ‘Na Carreira’, escrita junto com Edu Lobo para o balé ‘O grande circo místico’ (1982).

Os músicos que acompanham Chico Buarque na turnê – a sexta que apresenta nos últimos 36 anos – são os mesmos dos últimos dois shows. O maestro e violonista Luiz Claudio Ramos, fiel parceiro de Chico há 39 anos, rege o time formado por João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros).

A equipe que age nos bastidores, por sua vez, é composta por Vinícius França (produção geral), Helio Eichbauer (direção de arte e cenários), Maneco Quinderé (iluminação), Cao Albuquerque (figurinos) e Ricardo ‘Tenente’ Clementino (direção técnica).

Ornamentado por três grandes reproduções sobre tecido (duas de 9m x 4,5m e uma de 6m x 4,5m) – um desenho de Oscar Niemeyer (A Mulher Nua) e duas pinturas de Cândido Portinari (O Bloco Carnavalesco e O Circo) –, além de uma escultura móvel de uma Fita de Möbius (objeto topológico muito utilizado em estudos matemáticos), o palco é iluminado por projeções que interagem com a cenografia e os músicos, que aparecem trajando figurinos inspirados nas cores das telas.

Classificação 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados do responsável legal


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2 de dezembro de 2011

Participação no evento "Poesia a Bordo"


























Tive o grande prazer de ser convidado pela amiga e poeta Diana Balis para participar desse grande evento em que foram homenageados os poetas de Niterói. Além de mim, o evento homenageou os poetas Gilberto Maha, Naldo Velho, Vânia Moraes e Rosângela Goldoni.

Tua pele escura










































Volto para falar do nosso amor,
das tarde de pecado e de loucura,
das noites de desejo e de fissura
e dos dias que foste minha flor!

Volto para lembrar de tua quentura,
dos momentos que fui teu beija-flor,
dos momentos difíceis e de dor,
do tempo que possuí tua pele escura!

No instante em que me dói essa saudade,
o coração se perde tão ferido
por te buscar em vão a todo momento!

Tu me deste uma falsa liberdade
e por viver tão preso e recolhido
só posso devorar-te em pensamento!

Tulio Rodrigues

23 de novembro de 2011

Poesia: A música de nossas vidas

Poeta Tulio Rodrigues
O que subliminarmente transcende a alma,
fomenta o sentimento e os sentidos
tal qual faz o amor a seus amantes?

O que inexorávelmente inunda o espírito,
revigora o mais funesto e nefasto homem
tal qual faz Deus a sua criatura?

O que resplandecentemente vislumbra harmonia,
fragmenta notas, timbres e melodias
tal qual fez Tom a Vinícius e Vinícius a Tom?

O que inexplicávelmente se revela pura,
alva e encanta toda natureza
tal qual faz o mar aos nossos olhos?

19 de novembro de 2011

Lançamento do livro "As esganadas" de Jô Soares

Conversando com o Jô Soares






















No dia dezoito deste mês, estive na Academia Brasileira de Letras. Foi uma grande satisfação estar numa das instituições mais importantes do país e talvez do mundo. Ela tem entre seus fundadores poetas como Machado de Assis, Olavo Bilac e etc... Acho que todo mundo sabe do valor cultural e histórico que a ABL tem. Mas o que me levou até lá foi o lançamento do mais novo romance de Jô Soares, "As esganadas".

Capa de "As esganadas"
Ao comprar o livro, já me deparei  com Ney Latorra, um ator que gosto muito desde sempre, Sérgio Cabral, pai do Gvernador do Rio de Janeiro e grande historiador musical e cronista esportivo e outras personalidades.

Fui encarar a imensa fila para ter a oportunidade de pegar um autógrafo do Jô Soares. Ao sair de casa, peguei meus dois livros para presenteá-lo e escrevi um pequeno recado pedindo ao Jô uma oportunidade de apresentar o meu trabalho. No momento que me encontrei com ele, eu entreguei os meus livros e pedi essa oportunidade. Claro que não sei se o Jô vai ler os meus livros e muito menos o meu recado, mas arrisquei e para mim já valeu.

Acompanho o Programa do Jô desde a época do SBT. Claro que um dos meus sonhos seria ter a oportunidade de ir lá um dia falar de literatura e coisas da vida com o Jô Soares. Pô, seria o máximo!
Autógrafo do Jô Soares

Recomendo a leitura do livro "As esganadas". Já comecei e me sinto preso na história sem consegui parar de ler. É uma ótima narrataiva. Vale a pena. A história do livro é sobre um assassino em série, mas é um assassino de mulheres gordas. O livro é cheio de peculiaridades e tem como pano de fundo o Rio de Janeiro da década de trinta e do Estado Novo.

É sempre muito bom dividi esses tipos de experiências.

Tulio Rodrigues.

Siga-me no Twitter: @poetatulio

16 de novembro de 2011

TURNÊ “CHICO” 2011/2012


Cinco anos após a sua última turnê, Chico Buarque volta com o show de lançamento de seu mais novo CD, ‘Chico’, que já vendeu mais de 80 mil cópias. Embora dono de uma das carreiras mais sólidas e prolíficas da MPB – em 45 anos lançou mais de 40 discos, entre trabalhos solo e projetos –, o compositor é figura bissexta nos palcos brasileiros. Este será apenas o sexto espetáculo apresentado por ele nos últimos 36 anos. Com duração de aproximadamente 1h30, o roteiro é todo construído ao redor das dez canções que compõem o disco novo. Além delas, o artista vasculhou os mais de 400 títulos de sua obra, tão vasta em gêneros quanto em assuntos, para chegar à lista final de 28 músicas. O resultado é um show pautado por canções de todas as fases de sua carreira, do início dos anos 60 até hoje, amarradas entre si por afinidades musicais ou temáticas.
A turnê “Chico” tem estréia nacional em Belo Horizonte, no teatro Palácio das Artes, de 5 a 8 de novembro de 2011.

A TURNÊ

PORTO ALEGRE
Teatro do Sesi
Dias 28 e 29 de novembro
Assessoria de imprensa local:
Catia Tedesco (catiatedesco@opuspromocoes.com.br)
Tels (51) 3235.4545 / 8181.2000

CURITIBA
Teatro Guaíra
De 15 a 18 de dezembro
Assessoria de imprensa local:
RB Escritório de Comunicação
Rodrigo Browne (rbcomunica@gmail.com)
Tels (41) 3363.7759 / 9145.7027

RIO DE JANEIRO
Vivo Rio
De 5 a 29 de janeiro

SÃO PAULO
HSBC Brasil
De 1 a 25 de março
 

29 de setembro de 2011

O Bem que tu me fazes

















Se não sabes o bem que tu me fazes
nem sabes porque só tu que me tens.
Por eu ser o maior dentre os teus bens
não sabes deste bem que tu me trazes.

Estando presos como dois refens,
nos amamos tão loucos, tão vorazes.
E sempre que fizemos, nós as pazes,
enlouqueço, feliz quando tu vens.

Se não conheces todo amor que sinto
e nem que estás tatuada no meu peito,
e nem conheces toda esta loucura,

tu podes ter certeza que não minto
e para provar todo o meu respeito,
confesso que tu és a minha cura!

Autor: Tulio Rodrigues
Todos os direitos reservados.

6 de agosto de 2011

Assistam Documentário "Dia voa" de Chico Buarque na íntegra.

Assistam ao documentário "Dia voa" de Chico Buarque. É um registro das gravações do álbum "Chico", o documentário "Dia Voa", de Bruno Natal, traz depoimentos e cenas inéditas.

Agora é aguardar aos shows da nova turnê para conferir ao vivo esse belíssimo trabalho.



31 de julho de 2011

Poesia: Minha criança (Espírito de luz)

Poeta Tulio Rodrigues











































Ao meu afilhado,
João Victor.

Tu que nasceste frágil e fraco
por pouco não foste levado pela morte,
mas, o sopro da vida te trouxe para este lado.
Criança bela, tu vives porque és forte.

19 de julho de 2011

Documentário "Dia voa". Assista ao trailer

Como todos os Chicólatras já sabem, o gênio Chico Buarque lança hoje o seu novo cd sob o título de "Chico". Acredito também que a maioria vem acompanhando os vídeos diários e clipes no site chicobastidores.com.br. A partir de hoje será exibido um documentário com cenas inéditas dos bastidores da gravação. Lembrando que o documentário "Dia voa" só está disponível para quem fez a compra do disco através da gravadora Biscoito Fino. Abaixo um trailer do documentário.



"Dia Voa" (trailer) from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

18 de julho de 2011

Exclusiva: "Sinhá". Última música do novo cd de Chico Buarque































Sinhá
(João Bosco/Chico Buarque)

Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor
Eu não olhei Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem

Para que me pôr no tronco
Para que me aleijar
Eu juro a vosmecê
Que nunca vi Sinhá
Por que me faz tão mal
Com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal
Da santa cruz

Eu só cheguei no açude
Atrás da sabiá
Olhava o arvoredo
Eu não olhei Sinhá
Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na moenda
Estava para Xerém

Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Para que que vosmincê
Meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá
Mas oro por Jesus
Para que que vassuncê
Me tira a luz

E assim vai se encerrar
O conto de um cantor
Com voz do pelourinho
E ares de senhor
Cantor atormentado
Herdeiro sarará
Do nome e do renome
De um feroz senhor de engenho
E das mandingas de um escravo
Que no engenho enfeitiçou Sinhá

==

João Bosco: violão e vocal
Chico Buarque: voz
Luiz Claudio Ramos: violões
Jurim Moreira: percussões
Armando Marçal: percussões

 
Chico comenta "Sinhá"


Chico: Bastidores - Chico comenta "Sinhá" from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

17 de julho de 2011

Exclusiva: Penúltima música do Cd "Chico", "Barafunda"



Barafunda
(Chico Buarque)

Era Aurora
Não, era Aurélia
Ou era Ariela
Não me lembro agora
É a saia amarela daquele verão
Que roda até hoje na recordação

Foi na Penha
Não, foi na Glória
Gravei na memória
Mas perdi a senha
Misturam-se os fatos
As fotos são velhas
Cabelos pretos
Bandeiras vermelhas
Foi Garrincha
Não, foi de bicicleta
Juro que vi aquela bola entrar na gaveta
Tiro de meta

Foi na guerra
É, noite alta
Gritou o astronauta
Que era azul a Terra
Quando a verde-e-rosa saiu campeã
Cantando Cartola ao romper da manhã

Salve o dia azul
Salve a festa
E salve a floresta, salve a poesia
E salve este samba antes que o esquecimento
Baixe seu manto
Seu manto cinzento
Foi Glorinha
Não, era Maristela
Juro que eu ia até casar na Penha com ela
A vida é bela

É, não é
Era Zizinho era Pelé
Aliás, Soraia era Anabela
Era amarela a saia
Foi quando a verde-e-rosa saiu campeã
Cantando Cartola ao romper da manhã
Salve o dia azul
Salve a festa
E salve a floresta, salve a poesia
E salve este samba antes que o esquecimento
Baixe seu manto
Seu manto cinzento
Era Aurora
Não, era Barbarela
Juro que eu ia até o Cazaquistão atrás dela
A vida é bela

É Garrincha, é Cartola e é Mandela

==

Chico Buarque: voz e violão
Luiz Claudio Ramos: violão
Jorge Helder: baixo
Jurim Moreira: bateria e percussão
João Rebouças: piano



 
Chico comenta "Barafunda"
Chico: Bastidores - Chico Comenta "Barafunda" from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

15 de julho de 2011

Exclusivo: "Sou eu" - Chico Buarque & Wilson das Neves
















Sou Eu
(Ivan Lins/Chico Buarque)

Com a participação especial de Wilson das Neves


Na minha mão
O coração balança
Quando ela se lança
No salão
Para esse ela bamboleia
Para aquele ela roda a saia
Com o outro ela se desfaz
Da sandália

Porém depois
Que essa mulher espalha
Seu fogo de palha
No salão
Para quem que ela arrasta a asa
Quem vai lhe apagar a brasa
Quem é que carrega a moça
Para casa

Sou eu
Só quem sabe dela sou eu
Quem dança com ela sou eu
Quem manda no samba sou eu

O coração
Na minha mão suspira
Quando ela se atira
No salão
Para esse ela pisca um olho
Para aquele ela quebra um galho
Com o outro ela quase cai
Na gandaia

Porém depois
Que essa mulher espalha
Seu fogo de palha
No salão
Para quem que ela arrasta a asa
Quem vai lhe apagar a brasa
Quem é que carrega a moça
Para casa

Sou eu
Só quem sabe dela sou eu
Quem joga o baralho sou eu
Quem brinca na área sou eu

==

Wilson das Neves: voz
Chico Buarque: voz
Luiz Claudio Ramos: violão
Jorge Helder: baixo elétrico
Jurim Moreira: bateria e percussão
João Rebouças: teclados
Dudu Trentin: teclados adicionais
Jesse Sadoc Filho: flugelhorn
Marcelo Martins: sax tenor
Aldivas Ayres: trombone
Franklin da Flauta: flauta em Sol

 
Chico comenta "Sou eu"


Exclusiva: Mais uma música do novo CD de Chico Buarque, "Essa pequena".



















Essa pequena
(Chico Buarque)

Meu tempo é curto, o tempo dela sobra
Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito a nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela

Meu dia voa e ela não acorda
Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida
Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la

Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai

Às vezes ela pinta a boca e sai
Fique à vontade, eu digo, take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena

==

Chico Buarque: voz e violão
Luiz Claudio Ramos: violão
Jorge Helder: baixo acústico
João Rebouças: piano
Nicolas Krassik: violino





Chico comenta "Essa pequena"


Chico: Bastidores - Chico comenta " Essa Pequena" from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

13 de julho de 2011

Exclusiva: Mais uma nova música de Chico, "Sem você 2"















Sem você 2
(Chico Buarque)

Sem você
É o fim do show
Tudo está claro, é tudo tão real
As suas músicas você levou
Mas não faz mal

Sem você
Dei para falar a sós
Se me pergunto onde ela está, com quem
Respondo trêmulo, levanto a voz
Mas tudo bem

Pois sem você
O tempo é todo meu
Posso até ver o futebol
Ir ao museu, ou não
Passo o domingo olhando o mar
Ondas que vêm
Ondas que vão

Sem você
É um silêncio tal
Que ouço uma nuvem
A vagar no céu
Ou uma lágrima cair no chão
Mas não tem nada, não

==

Chico Buarque: voz e violão
Luiz Claudio Ramos: violão
Jorge Helder: baixo acústico
João Rebouças: piano



 
Chico Comenta "Sem você 2"



Chico: Bastidores - Chico comenta "Sem Você 2" from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

12 de julho de 2011

Exclusivo: Mais uma música de Chico, "Se eu soubesse" com Thaís Gulin































Se eu soubesse
(Chico Buarque)


Com a participação de Thaís Gulin.

Ah, se eu soubesse não andava na rua
Perigos não corria
Não tinha amigos, não bebia, já não ria à toa
Não ia enfim
Cruzar contigo jamais

Ah, se eu pudesse te diria, na boa
Não sou mais uma das tais
Não vivo com a cabeça na lua
Nem cantarei: eu te amo demais
Casava com outro, se fosse capaz

Mas acontece que eu saí por aí
E aí, larari, lairiri

Ah, se eu soubesse nem olhava a lagoa
Não ia mais à praia
De noite não gingava a saia, não dormia nua
Pobre de mim
Sonhar contigo, jamais

Ah, se eu pudesse não caía na tua
Conversa mole, outra vez
Não dava mole à tua pessoa
Te abandonava prostrado a meus pés
Fugia nos braços de um outro rapaz

Mas acontece que eu sorri para ti
E aí, larari, lairiri, por aí

==

Thais Gulin: voz
Chico Buarque: voz e violão
Luiz Claudio Ramos: violão
Jorge Helder: baixo
João Rebouças: piano
Paulo Sergio Santos: clarinete
Cristina Braga: Harpa



 
Chico comenta "Se eu soubesse"


Chico: Bastidores - Chico comenta "Se Eu Soubesse" from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

Exclusiva: Mais uma música do Chico Buarque, "Rubato".

Rubato
(Jorge Helder/Chico Buarque)

Aurora, eu fiz agora
Venha, Aurora, ouvir agora
A nossa música
Depressa, antes que um outro compositor
Me roube e toque e troque as notas no song book
E estrague tudo e exponha na televisão
O nosso amor
A nossa íntima canção
Os nossos segredos escancarados
Nos trinados de um ladrão
Que vai cantando sem pudor
A minha última canção
Venha, meu amor, venha ouvir, Aurora
A nossa música

Mas só se for agora
Venha ouvir sem mais demora
A nossa música
Que estou roubando de outro compositor
E já retoco os versos com maior talento
Dou um polimento e exponho na televisão
O nosso amor
A nossa íntima canção
As nossas mais tórridas confidências
Para audiências mundo afora
E vai lançar seu nome, Amora
A minha última canção
Venha, meu amor, venha ouvir, Amora
A nossa música

O nosso amor
A nossa íntima canção
Com nossos segredos, os mais picantes
Nos rompantes de um tenor
Que vai cantando com tremor
A minha última canção
Venha, meu amor, venha ouvir, Teodora
A nossa música

==

Chico Buarque: voz
Luiz Claudio Ramos: violão
Jorge Helder: baixo acústico
Jurim Moreira: bateria
João Rebouças: piano e teclados
Paulo Sergio Santos: clarinete
Marcelo Bernardes: clarinete e flautim
Aldivas Ayres: trombone
Jesse Sadoc: trombone
Wellington Moura: Trompete
Marcelo Martins: sax tenor e flauta em Dó
Zé Canuto: sax alto e flauta em Dó
Eliezer Rodrigues: tuba
Jesse Sadoc Filho: trompete
Franklin da Flauta: flautim

Chico comenta "Rubato"



Chico: Bastidores - Chico Comenta "Rubato" from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

11 de julho de 2011

Soneto à pequena Vittória







Em homenagem a minha querida afilhada que amo demais e que hoje faz mais um aninho de vida!

Te amo, minha pequena Vittória!


10 de julho de 2011

Exclusiva: Mais uma nova música de Chico Buarque, "Nina".


















Nina
(Chico Buarque)

Nina diz que tem a pele cor de neve
E dois olhos negros como o breu
Nina diz que, embora nova
Por amores já chorou que nem viúva
Mas acabou, esqueceu

Nina adora viajar, mas não se atreve
Num país distante como o meu
Nina diz que fez meu mapa
E no céu o meu destino rapta
O seu

Nina diz que se quiser eu posso ver na tela
A cidade, o bairro, a chaminé da casa dela
Posso imaginar por dentro a casa
A roupa que ela usa, as mechas, a tiara
Posso até adivinhar a cara que ela faz
Quando me escreve

Nina anseia por me conhecer em breve
Me levar para a noite de moscou
Sempre que esta valsa toca
Fecho os olhos, bebo alguma vodca
E vou

=

Chico Buarque: Voz e Violão
Luiz Claudio Ramos: Violão
Jorge Helder: Baixo
João Rebouças: Piano
Hugo Pilger: Violoncelo
Marcos Nimrichter: Acordeão


 
Chico comenta “Nina”


Chico: Bastidores - Chico comenta "Nina" from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

2 de julho de 2011

Convite para o evento Música con poesia dia 06 de julho


Exclusivo: Música "Tipo um baião" do novo cd de Chico Buarque





















Tipo um baião
(Chico Buarque)

Não sei para que
Outra história de amor a essa hora
Porém você
Diz que está tipo a fim
De se jogar de cara num romance assim
Tipo para a vida inteira
E agora, eu
Não sei agora
Por quê, não sei
Por que somente você
Não sei por que
Somente agora você vem
Você vem para enfeitar minha vida
Diz que será
Tipo festa sem fim
É São João
Vejo tremeluzir
Seu vestido através
Da fogueira
É carnaval
E o seu vulto a sumir
Entre mil abadás
Na ladeira

Não sei para que
Fui cantar para você a essa hora
Logo você
Que ignora o baião
Porém você tipo me adora mesmo assim
Meio mané, por fora
E agora, eu
Não sei agora
Por quê, não sei
Por que somente você
Não sei por que
Somente agora você vem
Vem para embaralhar os meus dias
E ainda tem
Em saraus ao luar
Meu coração
Que você sem pensar
Ora brinca de inflar
Ora esmaga
Igual que nem
Fole de acordeão
Tipo assim num baião
Do Gonzaga

=

Chico Buarque: voz e violão
Luiz Claudio Ramos: violão
Jorge Helder: baixo acústico
Jurim Moreira: bateria
João Rebouças: piano
Frado: guitarra
Jurema de Candia, Nair de Candia, Viviane Godoy: coro


Chico comenta a música "Tipo um baião"
Chico: Bastidores - Chico comenta "Tipo Um Baião" from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.

26 de junho de 2011

Poesia: Só pra dizer eu te amo

Poeta Tulio Rodrigues

Liguei só pra dizer eu te amo!
Liguei, só pra ouvir tua voz extática

que nem conhece o coração por ti roubado
e ele calado fala que te amas tanto!
E amar esse amor é ser a luz da fascinação,
é ser um príncipe doce, súdito de ti,

24 de junho de 2011

Imagens de bastidores da gravação do novo disco de Chico Buarque

Assista imagens dos bastidores da gravação do novo cd de Chico Buarque





Querido Diário
(Chico Buarque)

Hoje topei com alguns conhecidos meus
Me dão bom-dia, cheios de carinho
Dizem para eu ter muita luz, ficar com Deus
Eles têm pena de eu viver sozinho

Hoje a cidade acordou toda em contramão
Homens com raiva, buzinas, sirenes, estardalhaço
De volta a casa, na rua recolhi um cão
Que de hora em hora me arranca um pedaço

Hoje pensei em ter religião
De alguma ovelha, talvez, fazer sacrifício
Por uma estátua ter adoração
Amar uma mulher sem orifício

Hoje afinal conheci o amor
E era o amor uma obscura trama
Não bato nela nem como uma flor
Mas se ela chora, desejo me inflama

Hoje o inimigo veio me espreitar
Armou tocaia lá na curva do rio
Trouxe um porrete a mó de me quebrar
Mas eu não quebro porque sou macio

=

Chico Buarque: Voz
Luiz Claudio Ramos: Violão
Jaime Alem: Viola
Luiz Alves: Baixo
João Rebouças: Piano
Robertinho Silva: Percussão
Marcio Andre: Flugelhorn

Quarteto Radamés Gnattali
Carla Rincon: 1 Violino
Francisco Roa: 2 Violino
Fernando Tebaldi: Viola
Hugo Pilger: Violoncelo

 
Chico comenta “Querido Diário”

22 de junho de 2011

Novo disco de Chico Buarque será lançado em 20 de julho.

Após 5 anos de espera, Chico Buarque lança novo CD de inéditas. O disco, que traz dez faixas, leva o nome do próprio, Chico e tem participações especiais de João Bosco em “Sinhá”, de Thais Gulin em “Se eu soubesse” e Wilson das Neves em “Sou eu”, parceria de Chico e Ivan Lins e sucesso já consagrado na voz de Diogo Nogueira. Dessa vez, Chico homenageia o Blues e a Bossa, sem esquecer o Samba.

Vamos aguardar o lançamento e até lá a biscoito fino irá divulgar vídeos com o material de bastidores que eu vou postando aqui. Abraços!

Tulio Rodrigues



Faixas

01 Querido Diário
Autores:
Chico Buarque
02 Rubato
Autores:
Chico Buarque/Jorge Helder
03 Essa pequena
Autores:
Chico Buarque
04 Tipo um baião
Autores:
Chico Buarque
05 Se eu soubesse
Autores:
Chico Buarque

06 Sem você nº 2
Autores:
Chico Buarque
07 Sou eu
Autores:
Chico Buarque/Ivan Lins
08 Nina
Autores:
Chico Buarque
09 Barafunda
Autores:
Chico Buarque
10 Sinhá
Autores:
João Bosco/Chico Buarque




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Chico: Bastidores (2) from Chico Buarque: Bastidores on Vim
Chico: Bastidores - Apresentação from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.



Fonte: Biscoito Fino
          Chico Bastidores

17 de junho de 2011

Soneto ao que não vai chegar

























Como pôde tirar felicidade
de uma pequena alma ingênua assim?
Fez de toda tristeza o nosso fim,
fez desta vida só infelicidade!

Pranto dado de forma triste a mim
que sente a dor de toda crueldade
do meu feto já amado com verdade,
mas que por ti, sim, teve um triste fim!

Essa vida é só a minha tristeza
cujo tema é um palco sem beleza,
cujo ator é tão só... Muito sozinho!

Deste o fim ao meu nobre e vasto amor,
ao meu eterno encanto de carinho,
fecundando pra sempre muita dor!

Tulio Rodrigues